É com esse sentimento que Chris McCandless trocou sua vida abastada em um subúrbio rico de Washington, distrito de Colúmbia, por uma aventura rumo ao inóspito Alasca. Ok, não quero cair nos velhos clichês de que “dinheiro não é importante” e “ame as coisas simples da vida”. Quero falar sobre os motivos da minha admiração por Christopher Johnson McCandless, sobre sua coragem e sobre as ideologias obstinadas que o levaram a atingir o mais puro e nobre estado de felicidade, conforme os relatos em seu diário.
McCandless sempre se destacou nos estudos e nos esportes. Influenciado por autores como Tolstoi e Thoreau, sentia-se sufocado diante da sociedade consumista à qual pertencia. Em 1990, após formar-se na Universidade de Emory, doou os 24 mil dólares que tinha em sua poupança para uma instituição de caridade, abandonou o carro, quebrou os cartões de crédito, adotou o pseudônimo de Alexander Supertramp e, sem comunicar a família, iniciou sua jornada. Durante meses viajou pelos Estados Unidos na base da carona ou a pé, alimentando-se do que conseguia, quando conseguia. Conheceu lugares e pessoas incríveis, superou seu medo da água e, certa vez, desceu o Rio Colorado à canoa.
Quando finalmente chegou ao Alasca, sua coragem foi colocada em prova, tamanha a dificuldade de sobrevivência que experimentou no local. Após 112 dias vivendo na natureza selvagem, McCandless morreu de inanição corroborada por uma planta venenosa ingerida alguns dias antes.
Muitas pessoas o julgam e consideram tolice sua atitude de morar sozinho na natureza com o mínimo de suprimentos e na incerteza de conseguir caça. Talvez realmente tenha sido negligente. Porém, não é isso que deixa transparecer no bilhete que escreve poucos dias antes de morrer: “Tive uma vida feliz e agradeço a Deus”. Em seguida, tira uma foto de si mesmo ao lado do ônibus abandonado que foi sua casa durante os 112 dias de experiência no Alasca. Em uma das mãos, o bilhete. A outra mão erguida em um ato de despedida corajosa. O sorriso e o olhar não mentem: Chris estava em paz.
McCandless se tornou um ídolo pra mim quando assisti ao filme que narra sua trajetória: Into the Wild, de 2007, dirigido por Sean Penn e estrelado por Hemile Hirsch no papel do aventureiro. A trilha sonora foi feita especialmente pro filme pelo Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, que trocou a distorção da guitarra característica do rock sujo de Seattle pela simplicidade do folk-rock de voz e violão. O trabalho deu origem ao primeiro álbum solo do cantor, que leva o mesmo título do filme. Em 2008, a música Guaranteed levou o Globo de Ouro de melhor canção original, e a trilha sonora foi indicada ao Oscar. Resumindo: Vedder conseguiu cantar a liberdade que McCandless buscou, e a paz que encontrou:
O filme é baseado no livro de mesmo título, lançado em 1997 e escrito pelo jornalista Jon Krakauer. Apesar de fazer uma análise quase psicológica de Chris McCandless, o livro tem caráter de reportagem, com mapas e descrições detalhadas sobre os lugares pelos quais ele passou.
Dos filmes que mudaram minha vida, Into the Wild naturalmente ocupa o topo. Fica a dica!
por que não tá rolando assistir ao vídeo pelo blog?
Sou leigo nessa parada…
Mas o post é bastante coerente, gostei bastante
=D
O vídeo tem conteúdo autoral e a exibição só é permitida através do youtube. Talvez tenha outros vídeos com o mesmo conteúdo que a Sony ainda não identificou, estes, talvez rolem.
Gosto muito do filme, belo post
pois é. e esse vídeo não tá lá aquelas coisas, mas foi o melhor que encontrei.