Um dos coordenadores nacionais de formação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o intelectual Ademar Bogo concedeu palestra no dia 21 de março na Universidade Estadual de Londrina e explanou resultados obtidos com a militância. Além disso, o membro do MST fez considerações sobre futuros projetos estruturais que devem ser colocados em pauta pelo movimento.
Segundo Bogo, um dos principais objetivos do movimento continua sendo a reforma agrária, que na opinião do intelectual, beneficiaria “não só os camponeses como toda a população urbana, pois aumentaria muito a produção agrícola e a quantidade de pequenos produtores rurais”. Ainda de acordo com sua linhagem ideológica, Bogo ressaltou que o atual modelo de Estado é proveniente de modelos de mais de três séculos de existência e seria de extrema importância verificar, atualmente, sua eficiência na sociedade contemporânea. Ele também falou sobre o enorme enfraquecimento dos movimentos partidários e sindicais e questionou o atual modelo econômico, o desinteresse ambiental das instituições e seus efeitos na sociedade. “As grandes cidades não se sustentam mais, a não ser pela força policial. A disputa pelo território está nas mãos das milícias, do tráfico, enfim, dos bandidos”.
Durante a palestra, Bogo pediu atenção para a formação de uma sociedade mais coletivizada e solidária. “É preciso que os pobres da cidade e a sociedade civil organizada participem mais da construção das políticas públicas”.
Como principais pautas do MST para o futuro, Bogo citou os objetivos da realização de uma reforma agrária justa que viabilize, futuramente, uma sociedade socialista. Quando questionado por um estudante sobre a opção do MST e da grande maioria dos movimentos sindicais pela candidata Dilma Rousseff (PT), Bogo explicou que a decisão foi tomada de forma coletiva, considerando o atual projeto de governo e a ligação com a gestão passada. No entanto, ele também ponderou que foram expostas muitas divergências entre o modelo econômico e social posposto pelo MST e o modelo de gestão da atual presidente.
Nas considerações finais, o palestrante fez críticas ao projeto do governo federal “Minha casa, minha vida”, que promete entregar dois milhões de moradias à população pobre, reivindicando maior relevância do MST na ação social, ao afirmar que “essa briga, que sempre foi do MST, foi esvaziada e tomada como bandeira de campanha da atual presidente”. Bogo ainda concluiu que o sistema proposto pelo MST prevê uma sociedade igualitária pautada pela sustentabilidade agro-ambiental.

Curto muito este blog, sempre interessante e bem escrito. Continue o excelente trabalho ! Floricultura
A UEL está se transformando num celeiro de idiotas revolucionários como você.Que pena!
quem é revolucionário? você não tem direito de chamar ninguém de idiota…e mais, você tem algum problema comigo e eu não tenho com você, não sei quem você é…ninguém sabe…